terça-feira, 1 de novembro de 2016

10 fatos curiosos sobre o cultivo da barba ao longo do tempo


Os caldeus e babilônios, dois povos da antiga Mesopotâmia, cultivavam barbas trançadas. Elas eram lavadas em óleo e prensadas com a ajuda de um ferro quente.

No antigo Egito, a barba servia para designar status social. A nobreza costumava usar barba que, por sua vez, era vetada aos sacerdotes.

Os gregos sempre foram conhecidos por suas vastas barbas. Praticamente todos os grandes pensadores, artistas e líderes gregos eram barbudos. A prática, porém, começou a cair em desuso com a invasão da Grécia pelos macedônios. Com o argumento de que eles podiam ser agarrados pelo rosto, o general Alexandre, o Grande determinou que todos os seus soldados raspassem os pêlos faciais.

Os romanos tinham uma posição dúbia em relação à barba. Embora o visual lisinho fosse a regra, os senadores costumavam cultivar os pêlos do rosto.

O cisma entre as igrejas católica e ortodoxa em 1054 fez com que os sacerdotes católicos passassem a raspar os pelos do rosto para se diferenciar de seus pares ortodoxos. O detalhe é que até hoje os sacerdotes ortodoxos cultivam suas longas barbas.

A conhecida (e ultrapassada) navalha em “T” foi inventada pelos irmãos norte-americanos Kampfe. Já a Gillete foi criado pelo também norte-americano King Camp Gillette.

A barba caiu em desuso na primeira década do século XX. O mesmo ocorreu com os bigodes fartos anos depois. O rosto liso virou sinônimo de higiene e beleza. Mas a partir dos anos 1960, ela voltou a ser largamente utilizada nos países ocidentais graças ao movimento hippie e à cultura gay.

Uma pesquisa realizada na Itália revelou que vendedores de barba são mais dignos de confiança e, por isso, conseguem fechar negócio com maior facilidade. A mesma pesquisa constatou que políticos de barba também exalam mais confiança. O detalhe é que só vale barba no estilo Lula (bem aparadas), não no Garibaldi (longas e desgrenhadas).

A barba foi por várias vezes associada a grupos religiosos, filosóficos e políticos – inclusive movimentos sociais. Durante a ditadura militar brasileira, foi vista como símbolo da esquerda comunista e do movimento sindical. Nos anos 1960, foi diretamente ligada ao movimento hippie. Hoje, ela é comumente associada a grupos terroristas e extremistas islâmicos.

Homens de barba ou cavanhaque/bigode são normalmente chamados na cultura gay de ursos ou “bears”. O bear típico é “gordinho”, peludo e cultiva ao menos o bigode. Existem diversas associações, clubes, casas noturnas e sites voltados para o público “ursino”. Interessante é que não existe apenas um, mas vários tipos de ursos: cubs (“filhotes”, ou ursos jovens), lontras (ursos magros), chubbies (ursos gordos), polar bears (grisalhos) etc. A saudação ursina é “wooof”.

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