sábado, 26 de novembro de 2016

10 curiosidades sobre a vida e as idéias de Buda



Ao contrário do que muitos pensam, Buda não é um nome próprio. Trata-se de um título que denota um estado do ser. Significa "O Iluminado" e/ou "O Desperto".

Seu nome original é Sidarta Gautama. Era filho do rajá de Kapilavastu, o que torna evidente que nasceu príncipe. Seu pai era também líder do clã dos sakyas, vindo daí o outo nome pelo qual o Buda mais tarde se tornaria conhecido: Sakyamuni, ou "o sábio silencioso dos sakyas".

É difícil distinguir o que é verdade ou mito na vida de Buda, mas segundo a tradição, temendo que uma profecia segundo a qual ele se tornaria um homem santo se tornasse realidade, seu pai resolveu cercá-lo de luxo e prazeres. Afastá-lo do sofrimento do mundo significaria afastá-lo do caminho espiritual.

Sidarta não morava em apenas um palácio, mas em vários. Vivia com frequência cercado de belas moças e aposentos decorados com sugestivas artes eróticas. Casou-se aos 16 anos e teve uma filha chamada Rahula (o casamento foi arranjado pelo seu pai).

Apesar de tudo, Sidarta não era feliz. Ele raramente saia dos seus palácios e tinha uma vida limitada. Numa ocasião, saiu para passear longe dos olhos do seu pai e ficou chocado com o que encontrou. Foram cenas que mudariam para sempre a sua vida: um idoso movendo-se com dificuldade, um doente que sofria de dores horríveis e um cortejo fúnebre. Elas levaram Sidarta a tomar consciência de que tudo o que nasce se degenera e morre.

A visão de um mendigo que esmolava por comida também foi essencial para a sua mudança de vida. Embora miserável, ele expressava uma profunda serenidade. Suas feições eram radiantes e seu porte ereto, como muitos homens ainda hoje vistos como santos por algumas religiões do subcontinente indiano (diga-se hinduísmo, jainismo e budismo).

Os povos da Índia acreditam desde tempos imemoriais que somente quando se abandona os laços afetivos e a vida doméstica para se tornar andarilho é que se alcança a elevação espiritual. Só assim o homem consegue se livrar dos intermináveis ciclos de morte e renascimento, renascimento e morte. O desapego das coisas materiais e dos laços íntimos é um costume comum até mesmo nos tempos atuais. Foi justamente o que Sidarta Gautama resolveu fazer depois que teve aquelas quatro visões.

O futuro Buda abandonou o palácio sem se despedir de absolutamente ninguém. Passou a viver como andarilho. Esmolava por comida, dormia no chão e praticava com frequência a meditação. A meditação é considerada por muitas correntes religiosas orientais como um estado contemplativo, onde a mente é posta em silêncio e em contato direto com o ser.

Sidarta experimentou quase todos os tipos de privações e dores. Passava parte do seu tempo entre cadáveres e esqueletos para aprender mais sobre a morte. Chegou a mudar até a alimentação, aumentando cada vez mais o período entre as refeições. Diminuiu a quantidade de arroz gradativamente, até chegar a apenas um grão por dia.

Observar os estágios do corpo e fazer experiências psicológicas, levou o jovem Sidarta a abandonar a autoflagelação. Ele concluiu que o verdadeiro caminho não estava nos exageros do ascetismo, e tampouco nos exceções das paixões. Foi assim que surgiu o princípio do "caminho do meio", que leva à iluminação espiritual.


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