segunda-feira, 10 de outubro de 2016

10 informações curiosas sobre um alimento muito ardido: a pimenta




Originária da América, a pimenta vermelha só se tornou conhecida no restante do mundo depois da descoberta de Cristóvão Colombo. Portanto, não vá dizer que o Imperador romano Júlio César gostava de uma pimentinha no rango por que não é verdade.

A pimenta é o tempero mais utilizado no mundo depois do sal. Cerca de um quarto da população mundial consome pimenta regularmente. Os maiores consumidores são os coreanos e tailandeses.

Diz a crença popular que a pimenta é um excelente auxiliar no tratamento de artrite, catarata, dores de cabeça, diabetes e infecções. Mas o que se sabe de fato é que ela ajuda a fortalecer o sistema imunológico contra gripes e resfriados, além de ser um excelente cicatrizante.

Outro fato: a pimenta é extremamente nutritiva. Contém vitamina A, B e C, além de grande quantidade de magnésio, potássio, ferro e aminoácidos. É também um dos alimentos mais ricos em betacaroteno, um excelente antioxidante.

Mas por que as pimentas ardem? Por causa de uma substância alcaloide chamada capsaína, que estimula as células nervosas da boca, provocando a incômoda sensação de ardor. Pouca gente sabe, mas existe uma unidade de medida do ardor da pimenta. Chamada de Unidade de Calor Scoville (SHU), ela identifica as pimentas mais ardidas que existem.

A pimenta mais ardida do mundo é a naga joloka, um tipo encontrado em Bangladesh, Sri Lanka e Índia. O poder de fogo da naga é 855 mil SHU (que mede a ardência do extrato de pimenta diluído em água). Só para efeito de comparação, o segundo lugar fica com a norte-americana red savina habanero, com 580 mil SHU. A brasileiríssima (e ardidíssima!) malagueta tem “apenas” 200 mil SHU de poder.

Mas como eliminar o ardo da pimenta? Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que ele não irá desaparecer num passe de mágica. A água também não vai ajudar muito. As substâncias ideais para afastar o ardor seriam a gordura (como a do leite integral), o ácido (como o do limão) e o açúcar. Importante: elas tem que ser frias! Portanto, coma algo gelado, gorduroso e doce como uma sobremesa láctea (pudim de leite, iogurte com frutas ou um delicioso sorvete) que o ardor passará. Ou pelo menos diminuirá.

A presença da pimenta na culinária mexicana é também muito forte. Aliás, a culinária desse país é conhecida por seu ardor. Os mexicanos usam pimentas em tacos, burritos, tortillas, chilis e… até em balas e pirulitos!

As pimentas mais consumidas pelos brasileiros são: malagueta, pimenta-do-reino, biquinho, bode, dedo-de-moça, cambuci, jalapeño e cumari.

A última curiosidade: o famoso spray de pimenta - muito utilizado pela polícia de vários países - é produzido com a pimenta dorset naga.


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